Estética simétrica
A simetria sempre foi um assunto de obsessão na arquitetura.
A simetria sempre foi um assunto de obsessão na arquitetura. Desde a Grécia Antiga, no Império Romano e, posteriormente, recuperado na Renascença, com o propósito de encontrar a verdadeira beleza. Na arquitetura, parte da sensação de estabilidade e permanência no tempo, que se tem diante de certos edifícios, deve-se ao uso da simetria como uma estratégia geométrica para conceber formas e espaços. As imagens equilibradas tendem a ser esteticamente mais agradáveis e confortáveis aos olhos, criam a sensação de harmonia e beleza nos ambientes, independentemente do estilo escolhido. Quando estamos diante de um ambiente e temos a sensação de estabilidade e perenidade no tempo, ela se origina justamente da aplicação da estética simétrica na disposição dos elementos. Entretanto, isso não significa que o uso da simetria é uma regra que deve ser sempre buscada. Em alguns casos, a falta de simetria pode uma opção para sair do lugar comum. A assimetria contemporânea permite maior flexibilidade na hora de alterar peças e até o layout do espaço, resultando em ambientes mais harmônicos e confortáveis. Para escolher entre a simetria ou assimetria para a criação cenográfica de um ambiente deve ser levado em consideração: espaço disponível, correta aplicação de formas, volumes, cores e materiais de maneira que se equilibrem e tenham harmonia no visual como um todo. Um ambiente mais quadrado favorece a utilização de simetria, ao passo que um ambiente mais retangular gera uma tendência à assimetria. O que deve prevalecer, sempre, é o perfil do cliente, que tem os mais diversos tipos de personalidades, gostos, hábitos e costumes, sem abrir mão da sofisticação e harmonia.

