Matéria-prima dos nobres
É a maior exposição do gênero feita por uma grife internacional em solo brasileiro.
Disputado pelas gripes internacionais, tanto pela dificuldade de encontrar material de qualidade quanto pela versatilidade de uso, o couro sempre foi tido como matéria prima nobre na criação da moda. Pela primeira vez, o Brasil recebeu parte de um dos acervos mais importantes da história da Hermés contada por meio desse material na mostra Leather Forever. É a maior exposição do gênero feita por uma grife internacional em solo brasileiro. Os objetos fazem parte do Museu Emilie Hérmes , instalado no prédio da grife em Paris, e do conservatório, que abriga um acervo gigantesco de objetos feito sob encomenda estocados em Pantin, região metropolitana da capital parisiense. A exibição itinerante, que já passou por Madri, Taipé, Londres e Cingapura, expressa a mesma aura poética e sagrada presente nos curtumes e oficinas onde são trabalhados pelos artesãos da maison mais de 35 tipos de couro, nas mais variadas texturas, cores e cheiros. “Além da beleza dos materiais, o que torna nossas peças únicas e diferentes é o savoir-faire artesanal herdado das técnicas de selaria”, define Catherine Fulconis, diretora do métier dentro da Hermès. Na exposição, a sala dedicada aos objetos desenvolvidos sob encomenda, revela todo o bom humor da casa. “Ela tem tantas luvas que dá para encher um carrinho de mão”, retrucou certa vez o duque de Windsor sobre a mulher.


